Sobre o documentário: Encontro com Milton Santos, Por uma outra globalização
Hoje terminou mais um dia de aula na ESPOCC/Maré (Escola popular de comunicação crítica) e as trocas de conhecimentos e informações estão avançando, apesar de haver um de timidez nas intervenções propostas por alguns alunos. Eu, por exemplo, ainda não intervir a fim de propor meu ponto de vista sobre os assuntos em questão. Portanto surgiu o motivo de eu criar este blog para expor minhas experiências nos dias de aulas.
Hoje (27-01-2011) após a exibição do filme: Encontro com Milton Santos, por uma outra globalização, dirigido por Silvio Tendler, fiquei primeiramente muito instigado a falar, certamente por que a torrentes de dados e informações que o filme joga para o espectador é de certa forma atordoante. Mas precisei digerir um pouco mais essa torrente de informação e deixei pra materializar minhas reflexões sobre o filme com mais calma, apesar de já ter assistido ao filme mais de uma vez.
O que cerra o filme do inicio ao fim é o ponto de vista de um geógrafo que analisa a forma com que a população mundial percorre um caminho em busca de novas formas de trabalho. O trabalho na Física é a quantidade de energia aplicada pela força durante um deslocamento, portanto esta definição no uso prático se torna mais complexo. Hoje cada adulto dedica um terço de sua vida ao trabalho (isto dentro de uma sociedade que não explora uma criança, inclusive a tratando como: “mão de obra infantil”), aí eu pergunto: O que é o trabalho?
O trabalho no capitalismo
Primeiramente para tratarmos desse assunto temos que ter em mente que nossa sociedade atual vive um modelo de economia que objetiva pura e simplesmente ao lucro, é a chamada economia capitalista. Este modelo de economia foi pensado para “estimular” as pessoas a produzirem. E a base desse pensamento foi ampliada quando o inventor e empresário Henry Ford implementou a montagem em série em sua fábrica de automóveis. Com isso Ford diminuiu os custos nas linhas de montagem. Diminuindo os custos, aumentavam-se os lucros e obviamente esse modelo, conhecido como “fordismo”, foi seguido por outras indústrias. E a conseqüência disso foi a especialização de função, ou seja, cada individuo se torna especialista em uma tarefa. ( Tempos Modernos, Chaplin)