quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cortina de fumaça no Circo Voador

Documentário amplia debate e desvenda os mitos sobre as políticas proibicionista

O filme Cortina de fumaça é um importante ponto de partida para se discutir o tema das drogas em nossa sociedade. Dirigido pelo cineasta Rodrigo Mcniven, o documentário mostra o relato de diversos especialista sobre o verdadeiro impacto da maconha e desmistifica toda construção proibicionista em cima dessa droga. Além de relatos de especialistas, autoridades do âmbito judiciário, ativistas, usuários e policiais.


Um dos personagens do documentário é o Delegado da Policia Civil, Orlando Zaccone, que falou sobre a relação histórica da maconha e a repressão que o Estado exerce sobre as classes mais pobres, atreves da regulação desta droga. Zaccone que publicou os livros “Acionistas do nada”, resultado de uma dissertação de mestrado em Ciências penais da Universidade Cândido Mendes, ressaltou a extrema violência que o direito penal promove sobre as classes mais pobres da sociedade e destaca que o grande parte do encarceramento dos presídios são “ocupados por traficantes” das áreas mais pobres da cidade.


Num Circo Voador lotado, o debate realizado pela produção do filme, esclareceu o tema sobre política de drogas para um público heterogêneo. Com a presença de Orlando Zaccone (delegado da polícia civil), Pedro Abramovay(professor da FGV Direito), João Menezes (Neurocientista e professor da UFRJ) e Carlos Minc (Deputado Estadual-RJ), o debate trata a política imposta pelo Estado como um modelo “atrasado” que contribui para violência na sociedade.


Abramovay, que, devido sua postura mais progressista em relação às penas aos onsiderados traficantes, sugerindo penas alternativas à quem comete estes crimes, foi exonerado do cargo de Subsecretário de Políticas de Drogas do Governo Federal. Com uma visão mais esclarecida e uma percepção da derrota que as políticas proibicionistas tiveram, Abramovay (confira entrevista) destacou a importância do filme para a ampliação do debate para a sociedade.

Por Adair aguiar e Marcos Paulo


Nenhum comentário:

Postar um comentário